sábado, 4 de maio de 2013

Salmonella gallinarum -atualização


1º- Continuo acreditando no que escrevi e postei em 04/11/2012 ou seja:
      No fenômeno inibitório  ( Rápida e grande proteção intestinal fazendo exclusão competitiva com Salmonella de campo ). Acredito também que devemos trabalhar na cria e recria com 3 Se ( Salmonella enteritidis )   viva na água. A primeira pode ser spray as outras 2 somente água, disponível de 3 a 4 horas.
      Lembrando que água não pode ter cloro e que alguns medicamentos não diluem por total e ficam nas tubulações por alguns dias ainda ativos, e também resíduo de ração medicada nos silos e linha de cocho  ou calha da ração nos automáticos.
     Algumas granjas com caixa de amianto:
     Tem trabalhos feitos que chega a neutralizar até 50% do vírus de Gumboro viva. Eu mesmo fiz teste da presença ou não de cloro 48 hs após retirar da água em caixa de amianto e ainda detectava cloro.
2º     Aves mortas devem ser retirada ao longo do dia e não uma única vez. Porque a Salmonela não morre junto com a ave, pior ainda, após a morte  a bactéria  se espalha por todos  os tecidos.
    Aumentando em escala logaritimica a contaminação. Todas devem ser cremadas.
    A compostagem em muitas granjas é mal feita e tem muitas moscas.
3º   Em poedeira comercial devemos continuar a revacinação de Se na água a cada 10 semanas. Até 55 semanas mas se aparecer a doença somente com 9r injetável o resultado fica satisfatório ou seja a 9r tem funcionado mais como '' terapêutico'' do que prevenção. Uma coisa tenho certeza aves que receberam no mínimo 2 vacinas  Se e foram recriadas em piso pelo menos até 50 dias, se for em bateria  já a partir do primeiro dia no mínimo 3. Estas aves vão responder melhor a medicamento e revacinação mas neste caso com 9r injetável.
    Em alguns casos medicamos antes quando já tiver alta a mortalidade ou seja acima de 3% ao mês como média.
    Ou seja:
    Lote com 30.000 aves morre no 1º dia 20 aves, no 2º dia 26 aves, no 3º dia 28 aves, no 4º dia 38 aves dando um total de 112 aves, dividindo por 4 dias vai dar média de 28 aves x 30 dias = 840 aves/ mês dividindo por 30.000=2,8%
   É claro que esta mortalidade neste galpão sem doença não pode ultrapassar  a 2,8%.
   Se tivermos aviário que sem doença morre 3% deveremos considerar com doença próximo aos 6%. Falei tudo isto porque com mortalidade baixa não faço antibiótico, antes da 9r injetável.
   Existem profissionais que acreditam que com o término da Salmonela gallinarum nas décadas passadas apareceu a Se que com as vacinas inativadas   ''desapareceu'' a Se,  e voltou a Salmonela gallinarum.
   Acredito, que por processo semelhante a exclusão competitiva.Mas hoje temos a disposição vacina  Se  viva que controla a doença Se, fazendo também o ''fenômeno'' exclusão competitiva com a Salmonella gallinarum também.

   Mas a luta é grande temos poucos profissionais comprometido á fundo com real fim da doença.
   Porque a venda de vários produtos exige cota  e ai não tem tempo para acompanhar o que vendem e com a prática aprenderem a fundo e orientar o produtor.



-- English Version --


Salmonella gallinarum – update

1st – I still believe in what I wrote and posted in 11/04/2012, which is:
The inhibitory phenomenon (quick and big intestinal protection working as a competitive exclusion against field Salmonella). I also believe we have to work with 3 SE during breeding, via drinking water. The first one may be via spray, but the other 2 exclusively via drinking water, available during 3 to 4 hours.
Always remembering that the water must be chlorine free and that some medicines stay attached to the pipes and remain active for a few days. Also, we must pay attention for residual medicated ration in containers and automatic feeders.
Some farms with asbestos boxes:
There are works proving that it can neutralize until 50% of the live IBD vaccine. I have myself tested the presence of chlorine in the water from this kind of box after 48 hours without chlorination and I was still able to detect chlorine.
2nd Death birds must be taken out of the house several times during the day and not only once a day. This is because Salmonella does not die along with the bird. Worst: After the bird’s death, it spreads thru all tissues, increasing the contamination. All birds must be cremated. The composting process in several farms is poorly done and have many flies.
3rd In laying hens we must continue the SE vaccination in water every 10 weeks, until week 55. However, if the disease appears we must only use the intramuscular 9r and the result is satisfactory, which means the 9r vaccine works more as a medicine than a vaccine. One thing I know for sure: birds that received at least 2 (if raised on the floor until day 50) or 3 (if raised in cages) SE vaccines will respond better to medicines and revaccination with intramuscular 9r.
In some cases medicate before when you have high mortality ie above 3% per month as an average.
Which means:
A lot with 30,000 birds died on the 1st day 20 birds, on the 2nd day 26 birds on day 3 28 birds, on the 4th day 38 birds giving a total of 112 birds, dividing by 4 days will give an average of 28 birds x 30 days = 840 birds / month divided by 30,000 = 2.8%.
Of course, this mortality in a house without disease can not exceed 2.8%.
If we have 3% mortality in a house without disease, in cases “with disease” we shall consider close to 6%. All this said because I do not medicate with low mortality before applying the 9r vaccine.
There are professionals who believe that with the termination of Salmonella gallinarum in the past decades SE appeared, and with inactivated vaccines SE “disappeared” and Salmonella gallinarum raised again.
I believe that is due to a process similar to competitive exclusion. But today we have the SE vaccine available which controls the disease, also making a competitive exclusion-like “phenomenon” with Salmonella gallinarum too.
But the fight is big and we have few professionals deeply committed to really end the disease.
Because the sale of various products required quota and there is not time to follow what they sell and with practice learn to fund and guide the producer.

sábado, 23 de março de 2013

E. coli atualização

A)  Granja com pintos criados no chão (piso) até os 40 dias e depois transferidos para gaiolas recria : Até hoje na quarta criada com vacina spray E.coli no 1º dia, Gumboro e Pneumo do 3º ao 5º dia e a 1ª Bronquite + New castle no 15º dia , que vinha aparecendo o quadro respiratório já a partir do 10º dia de vida. Não apareceu mais.
      Aviário de 40m x 10m - com 15.000 pintos no chão.

B)  Granja com pintos criados a partir do primeiro dia em bateria com galpão de 40m x 10m com 34.000 pintos que recebeu o mesmo esquema de vacina, só deu certo na primeira criada. A partir do segundo alojamento vem piorando.
      Na segunda criada apareceu leve com 30 dias de idade terceira com 20 dias e agora na quarta criada já  aparece novamente com 15 dias.
     Com o início deste programa de vacina começou a ser bem lavado e bem desinfectado porém entre sair pinto lavar desinfectar e alojar o tempo foi 12 dias. Na outra granja com alojamento no chão também. Mas no de bateria  tem um dos itens mais perigosos que é a alta concentração por metro quadrado. Outro manejo que chega a ser o mais importante ao meu ver é o vazio sanitário de no mínimo 15 dias após retirar as aves lavar e desinfectar.
     Porque não existe esquema de vacina e limpeza sem o vazio de no mínimo 15 dias após tudo pronto. Tenho notícias absurdas de regiões do país que utilizam 3 vacinações de E.coli 2 a 3 vacinações de Pneumo na cria e recria e à cada 4 semanas de Pneumo na produção. Quando chegar a este ponto volta tudo e procura-se a causa principal desta confusão toda .Além de tudo isto é bom lembrar que tem uma ''marca '' de poedeira branca que é muito mais sensível do que as outras para doenças respiratórias, tem uma região no Brasil que aproximadamente 90% é esta ''marca'', e lá pelo que sei está acontecendo isto.
    Na década de 1980 as vacinas de Coriza não prestavam o único manejo que nos salvava era uma ótima limpeza nos aviários, Cal e vazio de 20 dias ou mais. Desta maneira eliminamos Coriza de várias granjas.
   Nesta mesma década 1980 também as idades até dentro do mesmo aviário era múltiplas o que é um prato cheio para qualquer doença. Hoje sem vazio sanitário ocorre o mesmo porque por mais que seja limpo um aviário sempre fica contaminação do lote anterior. Como exemplo podemos citar a vacina de Gumboro ou seja o pinto vacinado no incubatório com Marek associada com somente a parte antigênica do vírus de Gumboro precisamos algumas vezes ao ano vacinar também na granja com a função de ficar ''resido'' de vírus vacinal. Este exemplo é ''resido'' vacinal no galpão após limpeza imagina ''resido'' de doença!
    Continuando sobre o lote criado em bateria a partir do primeiro dia :
    Conseguimos alugar dois galpões em lugares diferentes de granjas que estão aproximadamente 3 meses sem alojar. Nestas granjas criaremos 2 lotes de 34.000 aves cada. Vai ser transferido com 40 dias.
    Acreditamos de que com a parada de 100 dias aproximadamente resolveremos grande parte desta doença, tudo isto porque não podemos diminuir a rotatividade de criação nesta granja.
    Sabemos que se nesta granja for aplicada mais vacinas de E. coli e Pneumo vai resolver, mas até quando, 3 meses, 6 meses ?.

Ari Bueno Ribeiro




-- English Version --

E. coli update

A) Farm with birds raised in floor until 40 days old and then transferred to cages: until now, on the fourth lot with spray vaccine, E. coli on the 1st day, Gumboro and Pneumovirus from day 3 to 5 and the first IBV+ND vaccine on day 15, we had respiratory signs starting on day 10. We have not noticed anything until now.
- 40 x 10 m house with 15,000 birds on floor.

B) Farm with birds raised in cages from day 1 – 40 x 10 m house with 34,000 birds under the same vaccination schedule was only effective on the first lot. It is getting worst.
On the second lot it started light at 30 days, on the third one at 20 days, and now on the fourth one at 15 days.
Along with the beginning of this schedule, the washing and disinfection procedure is more accurate, however the time between lots was only 12 days. The same is in the other farm. In this farm (with cages), the main danger is the high density of birds. Another management that is important too is the interval between lots that has to be at least 15 days.
Because there is no effective vaccine or disinfection program without at least 15 days. I have absurd news that in some regions they apply 3 vaccinations against E. coli, 2 to 3 against Pneumovirus during breeding period and every 4 weeks during production. When you get to this point, you have to get back and look for the root source of this whole mess. Besides, it is good to remember that there is a “brand” of white laying hens that is much more sensitive than others to respiratory diseases, and that there is a region which approximately 90% of the hens are from this “brand”. As far as I concern, in that region this is happening.
In the early 80’s the vaccines against choriza were not effective and the only management procedure that saved us was cleaning the houses, lime and 20 or more days of interval. This way we were able to reduce choriza from several farms.
During this very same decade, we had also several ages within the same house, which is very good to any disease. Nowadays, without a minimal interval we have the same effect because we have a residual contamination from the previous flock. As an example, we can quote the IBDV vaccine: bird receiving IBDV vaccine associated with Marek’s, once in a while we also need to vaccinate them in the farm in order to keep a “residual” of the vaccine virus. In this case, the “residual” after cleaning is the actual disease!
Keeping up with the flock in cages as from the first day:
We managed to rent 2 houses in different places in farms that are at least 3 months without lodging. In these farms, we will raise 2 flocks with 34,000 birds each. Transfer will occur within 40 days.
We believe that with this 100 days interval we will solve this disease problem. This all because we cannot reduce the rotation in this farm.
As far as we know, if we apply more vaccines against E. coli and Pneumovirus we would solve the problem; but how long? 3 months, 6 months?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ácaros em granjas de postura comercial no Rio Grande do Sul Brasil Megninia ginglkymura

No Rio Grande do Sul constatei a presença de Megninia ginglkymura ácaro este que se alimenta de penas e pele da ave , durante a primavera do ano de 2011. Lotes de aves de postura comercial apresentavam o seguinte histórico e quadro clínico.
Poedeiras comerciais criadas em galpões convencionais com 5.000 aves por aviário apresentavam uma falta de pique na produção de 8 a 12%. Essas aves vinham sendo medicadas com mais variados antibióticos, mudança de fórmula de ração e Premix, acaricidas via ração e nada respondeu.
Convém lembrarmos que foram aves bem criadas sem nada de doenças ou erro de manejo na cria e recria, as vacinações abrangeram o desafio da região e também foram bem feitas, foi constatado também que fazia aproximadamente 18 meses que nessa granja a produção máxima era de 88% e depois caí para 78% a 80% depois voltava aproximadamente 84%.
Uma das dificuldades de constatarmos a presença deste ácaro é por ter 1/2 milímetro, a outra é que não vai para o ovo, e nem para o equipamento.
As aves que tinham idade acima de 50 semanas apresentavam um aspecto de aves no mínimo pior do que o dobro da idade, ou seja, mal empenadas e com as faces enrugadas. É claro que este aspecto da face é possível quando já vem a muitos meses infestados, em aves jovens com infestação recente não foi observado.
Até que chegou o ponto em que fomos acionados devidos há falta de pique em 10.000 aves com 36 semanas de idade e a produção foi caindo e chegou a 36% . Nesse instante essas aves já apresentavam um aspecto tristonho, apáticas  o bico e a crista apresentavam uma coloração amarelada forte.
Coletamos penas do lombo (costas ), de baixo das asas e nas asas na parte interna. As penas coletadas, foram montadas lâminas e lamínula.
Nesse exame foi constatado a intensa presença de ácaros e 90% aproximadamente eram Megninia ginglkymura machos, fêmeas ovo, larva e ninfa.
Ao voltarmos á granja molhamos algumas aves e vimos a olho nu a severa dermatite com a pele mais espessa e crosta. Os ácaros que pertencem a família dos aracnídeos tem 8 pernas enquanto que o piolho que pertence á família dos insetos tem 6 pernas. Falo isso porque os piolhos levam a culpa de quase tudo e na verdade o grande causador do estrago em poedeiras é o ácaro e o microscópio que hoje é um acesso fácil, nos facilita para diferenciar.
Esses ectoparasitas mudam seu ciclo de acordo com a temperatura que é de extrema importância que agente saiba para dar os banhos, que nesse caso tem que ser 3. Quando a temperatura vai de 0 a 9 graus, o ovo não continua o ciclo de 10 a 15 graus o ciclo é de 12 dias, de 16 a 20 graus o ciclo é de 7 dias e nas estações que a infestação é maior  na primavera e verão com temperatura acima de 20° C o ciclo é 5 dias. (Peter Dorn- 1973 )
Foi usado produto que na composição do mesmo frasco tem associado cipermetrina 15%, clorpirifos 25% e citronelal 1%, na dosagem de 50 ml por 20 litros de água mais 50 ml de óleo mineral ou óleo de cozinha.
Quando fomos dar a terceira aplicação a produção já estava reagindo e o aspecto da ave bem melhor, da primeira aplicação até 20 dias após , a produção foi a 92% com isso chegamos a conclusão  que o agente causador da falta de pique e queda era a Megninia ginglkymura. Nesta granja foi aplicado com aplicador costal manual e também elétrica.
Depois dessa granja que nos abriu a mente e os olhos  começamos a vistoriar outras granjas. Em duas granjas em um total de nove granjas, tem galpão automático . E como estávamos na primavera a correria foi grande já que o intervalo de cinco dias aonde vários aviários estavam infestados porque tivemos que treinar uma equipe e planejando para que o mínimo possível caísse em um domingo. Nessas granjas foi adquirido atomizadores motor 2 tempo.
Desta maneira agilizou no mínimo em até 4 vezes o tempo da aplicação e também ficou mais bem feito porque junto com a solução sai um "vento forte" levantando as penas das galinhas, com isso não precisa molhar tanto as aves.
Nessas granjas algumas não estavam alteradas a produção em outras já estavam ficando 2 a 5 % abaixo do pique de produção e em alguns lotes chegar no pique e depois tiveram uma queda de 8%.
Pelo que pude observar até agora , esta indicando que como quase todo os agentes que causam danos aos animais tem que ter um grau de infestação para nos chamar a atenção.
Quanto a primeira granja comentada esperamos aproximadamente 30 dias e repetimos porque o exame da lamina lamínula no microscópio nos apresentou uma enormidade de ácaros adultos  e ninfas mortos porém apresentava uma leve presença de ácaros vivos e ovos.
Em junho de 2012 ainda apresentavam leve infestação, que fica muito mais difícil de eliminar 100% devido a pouca mão de obra na colônia e também a ma freqüência das aplicações, já que somente alguns produtores tem na equipe de funcionários alguém que tem aquele algo a mais e que tenha curiosidade além de cumprir as tarefas normais, eu particularmente acredito que todos os criadores são uns heróis.
Já que são obrigados a criar, vender e cobrar , e ainda muitas vezes supervisionar a parte técnica trabalho esse que deve ser feito mas cada vez esta sendo menor pelos técnicos agrícolas, veterinários, zootecnistas que estão em contato de alguma forma ou vendendo Premix ou vendendo medicamentos ou vendendo vacinas ou até mesmo pintos etc... Mas infelizmente tem muitos profissionais que não pisam mais dentro de um aviário. Os motivos não interessa  o que interessa é que todos se dêem bem e se para isso nós técnicos tivermos que irmos de aviário em aviário varias vezes ao mês deve ser feito.
Hoje fevereiro de 2013 todos que apresentavam a infestação em 2011, ainda tem a presença. Menor porque na primavera ou verão aplicam por spray acaricidas. Mas é ótimo lembrar que é melhor 3 aplicações   de 5 em 5 dias do que 5 aplicações de 7 em 7 dias, quando a temperatura for acima de 20° C.
Neste trabalho tive na parte de laboratório ajuda preciosa do Dr. Obiratã Rodrigues e Dra. Andreia Ferronatto.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

E. coli em poedeira comercial

Me lembro quando iniciei o trabalho com avicultura em 1978 pois terminei meu curso de medicina veterinária na universidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul -Brasil em 1977.
Nesta época vacinávamos Marek, Bouba aviária, Encéfalo e New-castle . A vacina de Bronquite a reação pós vacinal era forte demais um fator que contribuía era que muitas matrizes que originavam estas aves eram portadoras de Micoplasma gallisepticum, naquela época tínhamos a E. coli como infecção secundaria para todos os agentes virais inclusive depois apareceu Gumboro. Coriza infecciosa (bactéria ) já existia mas as vacinas eram ruins. Mais tarde apareceu a S H S que também a E. coli aparecia como agente secundário.
De 2009 para cá tenho notado que com aumento dos plantéis muitas vezes os galpões para cria e recria não acompanha a demanda.
Algumas granjas que a rotatividade é grande e que tem idades múltiplas em aviários de cria e recria aparece quadro respiratório violento, ao analisarmos os órgãos e soro detectamos ausência de Mg e Ms,mas sim presença de S H S e Bronquite infecciosa.
Ao aplicarmos vacina de S H S e Bronquite no 1º dia, no 8º dia  aparece igual ou pior a doença.
É importante lembrar que também estes aviários quando lavados, apenas usavam água. Uns em 5 anos nunca fora lavados. Outros lavados 4 vezes ao ano mas só água e com intervalos de saída das frangas e entradas de pintos de no máximo 15 dias .
A ideia inicial foi criar uns lotes fora destes aviários para dar intervalo maior. Mas até resolvermos a programação de pintos deveria ser realizada, tinha granja que foi aplicado de todas as formas antibióticos, sulfas, Quinolonas e nada resolvia. Chegando no início de produção com 20% de mortalidade por E. coli e a produção ruim. O que ajudou bastante foi aplicação via spray gota fina 1 a 2 vezes por dia desinfectante, na proporção de 3 de água pra 1 de desinfectante diretamente na ave.
Mas não resolveu mais que 60%. Alem de ter que disponibilizar uma pessoa.
Graças a Deus o laboratório Fort Dodge dispõe de uma vacina viva de E. coli.
Resolvi faze-la no 1º dia de alojamento no aviário via spray. No 5º dia Gumboro intermediaria e S H S- spray e no 15º dia Bronquite + New castle e Gumboro forte via água, maravilha o resultado é um espetáculo.
Quando o quadro é muito grave e dependendo da genética devemos repetir com 40 dias.
No mercado brasileiro tem uma genética se é assim que se pode dizer que exige a revacinação. Uma das grandes vantagens é em granjas que aplicam Salmonela viva na 1ª semana e tem período negativo para usarmos medicamento já que com 8 dias de idade iniciava a D C R ( Doença crônica respiratória ) clássica.
Usei esta vacina 1º dia em lotes que apareceu Gumboro clínica mas não foi satisfatório o resultado.
A ideia de usar nestes casos é porque imediatamente após Gumboro aparecia quadro de D C R. Só resolveu acertando a vacinação de Gumboro.
É de extrema importância ficar bem claro que não estou recebendo patrocínio e ajuda financeira de ninguém.
Quando cito algum laboratório ou medicamento é apenas a título de auxilio a quem tem interesse na atividade. E também como retribuição a estes produtos que muito me ajudam. Porque o que faço é o mínimo comparado aos cientistas ligados a esta área. Para terminar posso dizer que a sensação quando trabalho feriados, finais de semana e resolvo alguma doença é semelhante quando ando na minha motocicleta Hayabusa.
São sensações únicas que perdem para poucas.



English version -- By Ricardo Hummes Rauber --


E. coli in commercial layers

I remember when I started working with poultry in 1978 since I finished my degree in veterinary medicine at the University of Santa Maria in Rio Grande do Sul, Brazil in 1977.
At this time we used to vaccinate against Marek’s disease, pox, influenza, encephalomyelitis and Newcastle. The reaction of IB vaccine after vaccination was too strong and a factor that helped was that many mothers who originated these birds were carriers of Mycoplasma gallisepticum, then had the E. coli infection as secondary to viral agents and after that we started to see some cases of Gumboro. Infectious choriza (bacteria) already existed but the vaccines weren’t good. Later we had the SHS and E. coli appeared as a secondary agent.
From 2009 until now I have noticed that with the increase of the flocks several times the houses for breeding don’t follow the demand.
In some farms where the turnover is high and have multiple ages, we see violent respiratory diseases in breeding houses. When we analyze organs and serum we detect absence of MG and MS but the presence of SHS and IB.
When we apply SHS and IB vaccines at 1st day,  at the 8th it appears the same or worst than the actual disease.
It is important to remember that these houses when they are washed, this is done only with water. Some, in about 5 years, haven’t been washed at all.
Others were washed 4 times a year but just using water and with an interval between flocks of not more than 15 days.
At the beginning, the idea was to raise some flocks outside these houses to give a larger interval. There were farms where we applied several types of antibiotics, such as sulphas, quinolones and neither worked. Birds got to the beginning of the production period with 20% of mortality due to E. coli and with bad production rate. What did help was the application of disinfectant via spray with thin drops once or twice a day in a proportion of 3 to 1 water:disinfectant, directly to the birds.
However it solved not more than 60% of the problem. In addition, one person should be available only to do this.
Thank God Fort Dodge lab has an E. coli live vaccine available.
I decided to apply it on the first day of age, inside the house, via spray. At the 5th day, IBDV intermediate and SHS spray and at the 15th day IBV + NDV + IBDV (strong) via drinking water: wonderful, the result is spectacular.
When the picture gets worst and depending on the genetics we need to repeat the procedure at 40 days.
Among the genetics available in Brazil, there is one that requires revaccination. One of the advantages of this is in farms that apply Salmonella live vaccine in the first week and need to observe a 1-week period of non-use of antibiotics, and at the 8th day of age we see the classic Chronic Respiratory Disease (CRD).
I used this vaccine at the first day in flocks which presented clinic IBD, but the result was not satisfactory. The idea of using it in these cases is because right after IBD the CRD appeared. It was only solved when we adjusted the vaccination program against IBDV.
It is really important to clear out that I am not receiving any kind of financial support from anyone. When I quote any laboratory or product it is just a help to those who have interest in this area. Also as retribution to these products that helped me a lot. Because what I do is the least when compared to what the scientists do.
And last, but not least, I can say that the feeling when I work on holidays and weekends and I solve these problems is quite the same feeling I have when I ride my Hayabusa motorcycle.
Those are feelings that are few better.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Metapneumovíros,S H S (Síndrome da cabeça inchada )

Nosso saudoso José Maria Lamas médico veterinário nascido em Minas Gerais, estado este que admiro muito. Quando faleceu no início da década de 1990 vinha estudando de que maneira esta Patologia Aviária tinha chegado ao Brasil, pessoa maravilhosa, simples, com uma humildade característica de todo o grande estudioso. Pessoa igual a ele surgem a cada 30 anos infelizmente. Passaram aproximadamente 20 anos da sua morte e até hoje não apareceu ninguém que chegue próximo ao que ele representou para avicultura brasileira.
Eu tenho acompanhado esta patologia aproximadamente a 10 anos em alguns estados no Brasil. A S H S no início usei para poedeira comercial somente vacina inativada, não deu certo. Depois de uma conversa com meu amigo Zootecnista Rafael Kuiavski, resolvi usar somente vacinas vivas aplicadas em spray até os 150 dias de idade, o resultado foi bem melhor.
Quanto a vacina inativada em matrizes só vi resultado nos frangos de corte originadas destas.Para a matriz e poedeira comercial não funciona.

Outro fato interessante foi quando fomos em duas granjas no ano de 2007 confirmado por histológico Laringo traqueite. Um quadro respiratório violento em todos os aviários, com mortalidade de 15% nas brancas, e nas vermelhas 10%. Granjas vacinadas para B.I e New-Castle e não vacinadas para S H S na sorologia os títulos de S H S estavam altíssimos, meu conhecimento até hoje é mínimo em Laringotraqueite. Mas na S H S percebo que leva de três á quatro semanas para aparecer em todo lote. Foi cogitado até em fazer vacina para Laringo mas não tínhamos tempo para esperar todo o estudo que o Ministério da Saúde levaria para ver se precisava ou não, e se iria liberar. Resolvi fazer três aplicações nos lotes seguintes de S H S spray juntamente com Bronquite, alguns laboratórios tem vacina S H S que pode ser aplicada junto.
Me preocupei com Bronquite porque primeiro resolvi melhorar as vacinações vivas como Micoplasma. Também, sempre tenho o cuidado de antes de culpar qualquer agente novo na criação,de conferir e acompanhar as vacinas que já vem sido feitas.
Já nos próximos lotes aparecia pouco no início da produção. Hoje 2012 ainda aparece em alguns lotes, mas como foi falado antes aplico dose dupla de S H S juntamente com algum antibiótico e não progride mais . Medico de preferência na água porque quando estão doentes podem diminuir o consumo de ração, mas água diminui menos.
Para encerrar também muitas vezes tenho visto nas recrias quadro respiratórios sem nada de cabeça inchada e que muitas vezes são confundidos com desafio de Bronquite ou Micoplasma e é S H S .Também nestes casos aplico algum antibiótico ou Quinolona e vacino, tenho observado ao decorrer dos anos que S H S , Bouba aviária, Coriza e Micoplasma podemos fazer a vacina com aves doentes e resolve.
No caso de Micoplasma medicamos uma semana, esperamos uma semana, aplicamos a vacina viva e não aparece mais a doença, Bouba não precisa medicar, Coriza infecciosa sim.
Tenho lido em algumas literaturas sobre S H S que fala da má qualidade da casca. Tenho observado por estarem doentes diminuem o consumo de ração, aparecendo como qualquer outro agente que faça diminuir o consumo, a casca fica mais fraca mas após as aves ficarem boas os ovos voltam as condições normais,portanto não afeta a qualidade do ovo,nem interna nem externa.



-- English version -- By Ricardo Hummes Rauber --


Methapneumovirus, SHS (Swollen Head Syndrome)

Our late José Maria Lamas, a veterinarian born in Minas Gerais, a state that I admire. When he died in the early 1990's had been studying how this Avian Pathology had come to Brazil, wonderful person, simple, with a humility characteristic of all great researcher. Person like him arise every 30 years unfortunately. About 20 years passed after his death and until today no one came to get close to what he represented for Brazilian poultry.
I've been following this disease approximately 10 years in some states in Brazil.  SHS earlier used for commercial laying hen only inactivated vaccine did not work. After a conversation with my Zootechnician friend Rafael Kuiavski, I decided to use only live vaccines applied in spray until 150 days of age, the result was much better.
About the inactivated vaccine in breeders I have only seen result in broilers originated from them. For layers, it does not work.
Another interesting fact was when we went on two farms in 2007 with histological confirmed laryngotracheitis. A violent respiratory case in all aviaries, with a mortality of 15% in whites, and 10% in the reds. Farms under vaccination against IB and ND and unvaccinated for SHS in serology evidence very high titers, my knowledge is minimal in laryngotracheitis. But realize that the SHS takes three to four weeks to appear on the whole lot. It was even contemplated on making vaccine for laryngo but we had no time to wait for the entire study that the Ministry of Health would need to see whether or not, and if it would release. I decided to make three applications in the following lots using a spray SHS vaccine with IB, some laboratories have SHS vaccine that can be applied together.
I was worried about IB because I first decided to improve the living vaccinations as Mycoplasma. Also, I'm always careful before blaming any new agent, to check and monitor the vaccines that have already been applied.
In the following flocks it appeared little in the early production. Today in 2012 still appears in some flocks, but as I said before I apply a double dose of SHS with an antibiotic and does not go further. I preferably use antibiotic in water because when they are sick can decrease feed intake, but water intake decreases lesser.
And last, I have also often seen respiratory cases without swollen head often been confused with challenge by Mycoplasma or IB and it really was SHS. In these cases I also apply some antibiotic or quinolone and vaccinate. I have observed over the years that the SHS, Pox, Coryza, and Mycoplasma we can vaccinate sick birds and they heal.
In the case of Mycoplasma we medicate a week, wait for another week, apply a live vaccine, and the disease does not appear anymore, Pox we do not need medication, Coryza we do.
I have read some literature on SHS that speaks of poor shell quality. I have noticed that for being sick birds tend to decrease feed intake, appearing as any other agent that does reduce consumption. So, the shell gets weaker but, after the birds heal, eggs return to normal conditions, so it does not affect egg quality, either internal or external.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Continuando sobre Vacinação de Salmonela

Lembrando muitas vezes o que meu professor de Ornitopatologia na década de 70, Danilo Saraiva da UFSM-RS (Universidade Federal de Santa Maria no Rio Grande do Sul-Brasil ) que falava :
- Devemos ter calma quando encontrarmos algum desafio,nunca logo pensarmos que pode ser difícil ou impossível. Porque pensando assim podemos entrar em pânico e bloquear nosso raciocínio.
Por este motivo venho pensando o que escuto no decorrer destes últimos anos sobre o porque aonde aparece surtos esta difícil de controlar:

1) A vacina viva Salmonela gallinarum 9R, sofreu alguma forma de mutação e ficou patogênica. Ou seja, os patogênicos tem parede celular lisa e as não patogênica tem a parede rugosa. Daí a letra R da vacina 9R.

2) Alguma outra Salmonela patogênica ou que também pode ter acontecido mutação ou outra incrível alteração que o ser vivo pode ter para sua sobrevivência.
    Mas ao meu ver nada destes dois itens aconteceu.
Revendo as granjas em três estados na região sul separei tipos de construções.
A) Granjas com aviários convencionais ou seja coleta esterco e ovos manual, com no máximo 15.000 aves cada aviário e com o total de até 100.000 aves na granja.

B) Granjas com automatizado de 30.000 até 100.000 aves por aviário.

C) Granjas com automatizados e convencionais.

Nós veterinários odiamos ou odiávamos estatísticas quando somos jovens, porém, sem estatísticas poucas conclusões chegaremos.
Granjas convencionais que apresentavam a doença em todas elas hoje não temos mais quadro clínico.
E nestas granjas foi feito exatamente o que fazíamos na década de 80,90 e início deste século ou seja; Uma ou duas vacinações de 9R antes da produção. Hoje com 60 semanas de idade tudo ok.
Agora se o convencional mesmo com apenas 6.000 aves ficar próximo do automatizado o resultado não é o mesmo.

 As vezes ainda vejo granjas que compraram ovos de outros e reutilizando as bandejas.
    Esta semana fui em uma granja que construiu a 8 meses um aviário convencional com capacidade para 6.000 aves.
    Esta construção seguiu as normas do Ministério inclusive com tela para evitar entrada de aves, porém dentro do aviário tinha bandeja para 30 ovos usadas de outra granja.
    É bom lembrar que o trabalho realizado pelo Ministério proibindo várias irregularidades é incansável e de extrema necessidade.
No meu ponto de vista é nos automáticos a maior dificuldade de limpeza, sendo a maior causa da persistência da doença.
Nesta estatística sobre a incidência em galpões convencionais tem também o precioso auxilio do Sr. Eli Roettgers localizado no estado de Santa Catarina.
Pessoa esta que trabalha com avicultura a 30 anos.
Quanto a aplicação da vacina Se viva (Salmonela enteritidis ) na água com aves no chão posso afirmar que é  próxima a 100% de proteção até as 55 semanas em granjas que tem problema. Devemos revacinar com 45 semanas.
 Aplicação desta vacina por outro lado por melhor que seja em baterias não é tão eficaz.
 Aquele caso citado na postagem anterior do galpão automático com 50.000 aves ao lado do doente.
 Que recebeu 3 Se viva na água já em produção e tinha recebido uma 9R injetável na recria; de junho 2012 à novembro 2012 não deu nada.
 Neste mês apareceu a doença, não tão violenta como o vizinho; mas apareceu.

Próxima postagem     Pneumovirus




-- English version -- By Ricardo Hummes Rauber --

Continuing on Salmonella Vaccination

Recalling the many times that my Poultry Health teacher in the 70s, Danilo Saraiva UFSM-RS (Universidade Federal de Santa Maria in Rio Grande do Sul, Brazil) who said:
- We must be calm when we find some challenge, never once thinking that it may be difficult or impossible. Because thinking so we can panic and lock our thinking.
Therefore I have been thinking on what I listen over the last few years about why where this outbreaks appear they are difficult to control:

1) The Salmonella Gallinarum 9R live vaccine, suffered some form of mutation and became pathogenic. That is, the pathogenic ones have smooth cell wall and the nonpathogenic ones have roughened cell wall. Hence the letter R in the name of 9R vaccine.

2) Any other pathogenic Salmonella or which may also have happened mutation or another incredible change that this alive being may have for its survival.
But in my point of view none of those happened.
Reviewing the farms in three states in the southern region I separated types of constructions.
A) Farms with conventional poultry houses with manual egg and manure collection, with a maximum of 15,000 birds each aviary and with a total of up to 100,000 birds on the farm.

B) Farms with automated poultry houses with 30,000 to 100,000 birds per aviary.

C) Farms with both automated and conventional poultry houses.

We, veterinarians, hate or hated statistics when we are young, but without statistics we reach few conclusions.
Conventional farms that had the disease in all of them today we don’t have clinical disease anymore.
And in these farms we have done exactly what we did in the 80’s, 90’s, and earlier this century ie, one or two 9R vaccinations before production. Today at 60 weeks of age all ok.
Now if the conventional poultry house, even with just 6,000 birds, stands next to the automated one, result is not the same.
Sometimes I still see farms that bought eggs from other farms and reuse the trays.
This week I was in a farm where they built a conventional poultry house 8 months ago with capacity of 6,000 birds.
This construction followed the guidelines of the Brazilian Agriculture Department (MAPA) including screen to prevent entry of birds, but inside the house they had used 30 eggs trays from another farm.
It is good to remember that the work done by MAPA prohibiting various irregularities is relentless and extremely needed.
In my point of view is in the automatic houses the greatest difficulty to clean, being a major cause of persistent disease.
In the statistics on the incidence in conventional poultry houses we have also the precious help of Mr. Eli Roettgers located in the state of Santa Catarina, who works with poultry over 30 years. 
As of the application of the SE live vaccine (Salmonella Enteritidis) in water with birds on the ground I can say that it is close to 100% protection until 55 weeks in farms that have problem. We should revaccinate at 45 weeks.  Application of this vaccine for birds in cages, on the other hand, is not so effective, even with the best vaccination procedure. This case cited in the previous post of an automatic poultry house with 50,000 birds beside the sick one, which received 3 SE live vaccine via drinking water, already in production, and has received 1 injectable 9R in the growing period: from June 2012 to November 2012 we haven’t seen anything. This month the disease appeared, not as violent as the neighbor, but appeared.


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domingo, 4 de novembro de 2012

Vacinação de Salmonella em galpões de gaiola

Quanto aquele 1° artigo postado no 04/10/2012 sobre vacinação em galpões automáticos realizamos agora no 18/10/2012 com a temperatura de 24ºC,umidade de 70%, velocidade do vento 2Km/h, no mesmo aviário de 50.000 aves. Nestas condições o consumo á tarde para 50.000 aves brancas com 46 semanas foi, de água 6.000 litros em 3 horas e 10 minutos.
Até esta vacinação não tinha sentido ainda o quanto o tempo de água disponível para vacina viva Salmonella enteritidis é de extrema importância.
Em 23/10/2012 fomos chamados em uma granja com aviários automáticos e manuais, um dos manuais com 7.000 aves brancas a caixa de água é de 150 litros com 3 fileiras de gaiolas de cada lado, com um corredor de 80 metros  e canos  de 1/2 polegada .Considerando que cada metro cabe 250 ml de água, os 80 metros vezes 6 fileiras de cano totalizam 480 metros, precisamos de 120 litros só para encher os canos, que até a água com vacina chegar no final, 150 litros não basta , porque parte desta água esta sendo consumida mesmo com os canos abertos no final, até chegar a água com corante e neutralizador de cloro.
Estes aviários com caixas de água pequenas ou com caixas de 250 litros, para 10.000 ou 2.000 litros para 50.000 aves é comum aqui no RS.
Tenho dificuldade para convencer os produtores que investem milhões, e que o valor de um dos seus automóveis pagaria o problema, que é a 2ª energia de vida da ave,a 1ª é o ar e a 3ª é a ração.
Vários automáticos tem o dosador , mas vários não tem, e alguns com 70.000 aves brancas que consomem em média 15.000 litros /dia a caixa é para 1.000 litros, outros para 2.000 e não tem dosador.
É terrível para o técnico e empregados, porque por incrível que pareça muitos empresários quando precisam vacinar ou medicar a responsabilidade fica por conta dos funcionários ou algum técnico, que está cada vez mais difícil encontrar. Está difícil porque a maioria virou vendedor puro, quer só vender, não se preocupando com pós venda.
Mas voltando ao aviário de 7.000 com 50 semanas, estás aves não receberam Salmonella enteritidis (S e ) viva na água antes da produção, somente uma 9 R injetável, quando apareceu em um lote com 90 semanas á 10 metros de distância, foi feito 2 na água com intervalo de 2 semanas.
Normalmente acompanho e ajudo as primeiras vacinações, está vez não. Apenas alertei o proprietário que deveria lavar a caixa de 150 litros realizando a vacinação no mínimo em 3 caixas, mas só foi feita em 2 caixas de água
Acompanho vacinações 1º porque gosto e cada vez aprendo , 2º porque a mão de obra nas granjas está cada vez mais difícil e desqualificada.
Nos quadros clínicos de Salmonella galinarum normalmente observamos que a mortalidade não acontece ao longo do aviário e sim localizada.
Antes da necropsia por está granja ter histórico de Pasteurella estava tranquilo, acreditando não ser Salmonella galinarum. E era.
Meu primeiro contato com a vacina (S e) viva para controlar Salmonella galinarum foi em dezembro de 2009 sob orientação da Dra. Letícia da Lohmann Brasil e do médico veterinário Antônio José Pettine.
Inclusive quero nesta postagem corrigir a postagem do 04/10/2012 aonde falei que  3 semanas após vacinação não podemos usar medicamento para Gran (-).Revendo anotações da Dra. na época, são 10 dias.
Nos últimos 5 meses em granjas com doenças em uns aviários vacino (S e ) nos aviários vizinhos em produção sem doença, e que receberam somente 9R injetável.
Fazem 30 anos que vejo Salmonella galinarum, mas está que apareceu nos últimos anos é terrível. O porque, na minha opinião, em outra ocasião postarei.
Entre as 4 qualidades da Salmonella enteritidis viva ( que é comercializada no Brasil pela Lohmann saúde animal e Merial saúde animal ) que são:
- Fenômeno inibitório
( Rápida e grande proteção intestinal fazendo exclusão competitiva com Salmonella de campo)
- Imunidade humoral
- Imunidade celular
- Imunidade local
Eu trabalho em cima do fenômeno inibitório, para imunidade humoral uso 9R (Vacina Salmonella galinarum viva) Que aqui no Brasil é comercializada pela Ceva Saúde Animal e Intervet MSD Saúde Animal.
O fenômeno inibitório nesta doença nos últimos anos ao meu ver é o mais importante em termos de vacinação, é claro que a limpeza da granja também é.
Na década  de 80,90 e início de 2000 quando aparecia o quadro medicávamos na ração, água ou injetável, esperávamos 5 dias e vacinávamos com 9R.
Em 10 dias aproximadamente após a vacinação parava de morrer, não aparecendo até o fim do lote.
Hoje em várias granjas não funciona este manejo. Em poucos casos conseguimos sucesso com o manejo das décadas passadas, em granjas com histórico recente. Em granjas com casos crônicos, não resolveu.
Neste aviário de 7.000 aves a vacinação foi com 300 litros e sem dieta hídrica, que alias eliminei do manejo da (S e ) na água, exatamente porque 100% das aves tem que beber água com vacina.
Também tenho visto que a restrição da água antes da vacinação ninguém segue uma regra fixa. Seja por falta de orientação, fiscalização, ou por falta de conhecimento dos funcionários,do quanto é importante seguir rigorosamente o tempo que as aves devem ter disponível a água com vacina.
Aproximadamente  14 anos atrás as vacinações via água melhoraram muito, devido ao surto de Gumboro G11.
Porém até hoje tem muitas falhas, principalmente na limpeza  das caixas antes, e tempo da água disponível.
No aviário automático com 50.000 aves brancas 46 semanas de idade ao lado aproximadamente 15 metros de distância do outro que apareceu a doença em junho de 2012 fizemos 3 Salmonella enteritidis na água com intervalo de 10 á 15 dias exatamente com a ideia do fenômeno inibitório (exclusão competitiva ).
Até hoje 26/10/2012 nada de doença. Acredito que Salmonella enteritidis viva  hoje é a mais importante no controle, além dos cuidados que foi falado antes.O importante é concentrar 2 á 3 vacinações antes dos 40 dias de idade, e em alguns casos quando a granja luta a anos repetir com 25 semanas e 50 semanas ( estas datas cheguei a conclusão esta semana depois de 18 meses em granjas que lutam a 5 anos com Salmonella galinarum ). Fazendo muda de pena repete, quando chegar aproximado o 50% de produção. Outra grande dificuldade é o automático que não pode ser lavado porque o material de alguns é ruim e enferruja o trilho que orienta a esteira da coleta do esterco.
O fabricante dos galpões,não são todos, orientam não lavar, mas será que não sabem que animal confinado o mais certo é ter doença, ou seja constroem algo com o mínimo de custo porem mais uma vez o consumidor paga os  prejuízos .

A partir da postagem Clostridium a tradução para o inglês será feita pelo Dr. Ricardo Hummes Rauber.



-- English version -- By Ricardo Hummes Rauber --


Vaccination against Salmonella in poultry houses with cages

Regarding that first article posted on October 4th 2012 about vaccination in automatic poultry houses, we performed another vaccination in the same house with 50,000 birds on October 18th under a temperature around 24ᵒ C, 70% humidity, and wind velocity of 2 km/h. Under these conditions, water consumption of 50,000 white layers in the afternoon was about 6,000 liters in 3 hours and 10 minutes. Until this particular vaccination I have not felt yet how much the time of water available for the vaccination with Salmonella Enteritidis (SE) live vaccine is important. In October 23rd we were called in a farm with both automatic and manual poultry houses. One of the manual ones with 7,000 white layers is equipped with a 150 liters water tank and has 3 rows of cages on each side, with ½” pipes and 80 meters length. As each meter of pipe holds 250 mL of water, for 80 m times 6 rows we need 120 liters just to fill the pipes until the vaccine reaches the end of the pipeline. So, 150 liters are not enough as long as some birds will be drinking water while the pipeline I open in order to the vaccine/dye/chlorine neutralizer solution gets all the system.
This kind of poultry houses with small water tanks such as 250 L tanks for 10,000 birds or 2,000 L tanks for 50,000 birds is very common in Rio Grande do Sul.
I have some difficulties to convince the farmers, who invest millions of Reais, and those who the value of their cars could pay the problem, since water is the second life energy for the birds (first is the air, and third is the feed).
Several automatic houses have dosimeters, but most of them don’t. Some poultry houses with 70,000 white layers which has an average daily water intake of about 15,000 L and is equipped with 1,000 L or 2,000 L water tanks without a dosimeter.
That’s a nightmare for the technicians and the employees, because in several cases the responsibility for the vaccination process falls on to an employee or some technician, which by the way is very difficult to find since most of them became just a seller and do not care about the post sale.
But lets get back to the 7,000 birds poultry house. Those 50 week old laying hens did not received the SE live vaccine before the production period, just one dose of the intramuscular 9R when a 90 weeks old flock showed clinical signs on a house 10 m far from this one and received 2 doses in the drinking water, 2 weeks apart.
I generally keep up and help on the first vaccinations, but this time I could not. I just called attention of the farmer for the fact that he should wash the 150 L water tank and proceed the vaccination with at least 3 tanks, but it was performed with only two.
I usually keep up with vaccinations first because I enjoy and always learn, and second because the manpower in the farms is getting hard to get and disqualified.
In clinical cases of Salmonella Galinarum (SG) we normally see that the mortality rate doesn’t happen along the entire poultry house, but localized.
Before the necropsy, since this farm already had a history of Pasteurella, I was calm and believing it wasn’t SG. But it was.
My first experience with using SE live vaccine to control SG was in December 2009, under the guidance of Dr. Letícia, from Lohmann Brazil, and DVM Antônio José Pettine.
In this post I want to correct the post of October 4th, when I said that in 3 weeks after vaccination we cannot use any anti Gram (-) antibiotic. Reviewing the Dr’s note of that time I realized this period is 10 days.
In the last 5 months, in farms with disease in some poultry houses, I vaccine with SE in the neighbor poultry houses without disease and which received only 9R.
It has been 30 years since I see SG, but this one in the past few years is the worst. The reason, in my opinion, I will post another time.
The SE live vaccine (sold in Brazil by Lohmann Animal Health and Merial Animal Health) has 4 main qualities:
- Inhibitory phenomenon (quick and great intestinal protection acting as competitive exclusion against the field Salmonella)
- Humoral immunity;
- Cellular immunity;
- Local immunity.
I work on the inhibitory phenomenon. For humoral immunity I use the 9R (SG live vaccine) which is sold in Brazil by Ceva Animal Health and Intervet MSD Animal Health.
In my opinion, in the past few years, the inhibitory phenomenon is the most important in terms of vaccination. Of course, the cleanness of the farm is also important.
On the 80’s, 90’s and early 2000’s, when we had clinical disease, we applied some medicine via feed, water or injectable, waited for 5 days and would vaccinate with 9R.
About 10 days after vaccination, mortality stopped and did not showed again.
Nowadays, this procedure doesn’t work anymore in several farms. In a few cases we have success with this procedure, in farms with recent historic. In farms with chronic cases it didn’t work.
In this poultry house with 7,000 birds, vaccination with 300 L of water and no water fast, which by the way I eliminated from the procedure of SE vaccination via drinking water because 100% of the birds must drink water with the vaccine.
I have also noticed that everyone has his own procedure for water fast before vaccination. It might be due to lack of orientation, supervision, or lack of knowledge of the employees about the importance of following strictly the time that birds must have access to the vaccine. Approximately 14 years ago the procedures of vaccination via drinking water improved a lot, due to outbreaks of G11 Infectious Bursal Disease Virus. However, several flaws are still present, mainly regarding the cleaning of water tanks and the time of available water.
In this automatic poultry house with 50,000, 46-week old, white laying hens, near approximately 15 m of another house where the disease appeared in June 2012, we performed 3 SE vaccinations via drinking water, 10 to 15 days apart from each other applying the idea of the inhibitory phenomenon (competitive exclusion). Until now (26th Oct. 2012) we haven’t seen any sign of the disease. I believe that the live SE vaccine is the most important in controlling the disease, along with the cares quoted before. The important is to focus in 2 to 3 vaccinations before they are 40 days old and in some cases, when the farm is fighting for many years against it, to repeat it at 25 and 50 weeks (those dates I realized this week, after 18 months in farms which fight over 5 years against SG). Repeat after moulting, when birds get to 50% production. Another great difficulty is with some automatic poultry houses which cannot be washed because some parts of it rust. Some manufacturers (not all of them) recommend not washing, but they don’t realize that wherever you have confined animals you will have infections. The fact is that they build something applying the minimum cost policy and, once again, the consumer must pay the losses.